Draki sorriu às vítimas amarradas e amordaçadas no sofá.

– Só um segundo, enquanto procuro a minha lima.

Quando a encontrou, dentro da gaveta da secretária, apressou-se a limar as presas cor de marfim. Passou a língua nelas, certificando-se de que estavam bem afiadas.

– Viram? Não demorei nada!

Guardou a lima no bolso e aproximou-se do sofá, num passo felino, enquanto estudava as duas raparigas com o olhar. Por qual começaria?

Debruçou-se e agarrou numa pelos ombros, sem que houvesse resistência. Nos seus braços, ela era leve como uma pena. E os lábios rubros demasiado apetitosos. Deixou uma mão escorregar-lhe pelo pescoço e descer pelo corpo voluptuoso. Riu-se por um segundo, quando lhe apertou uma nádega.

– Assim é que gosto de ti, caladinha – murmurou, antes de se debruçar sobre ela e fincar-lhe os dentes no pescoço.

Em vez de sangue, um sopro de ar encheu-lhe a boca. Endireitou-se de súbito, olhando a rapariga que, com um chiar, definhou a olhos vistos. Largou-a, desiludido. Não tinha muito para beber.

Olhou a outra. Parecia muito mais segura de si, literalmente. Agarrou-a. Apesar de não ser gorda, pesava mais que a primeira e resistia quando a tentava sentar ao colo. Ainda assim, abraçou-a contra si.

– Deixa-me sugar-te toda… – sussurrou-lhe ao ouvido, antes de lhe afincar os dentes no pescoço.

O ruído de estalar de pedra fê-lo abrir muito os olhos. A dor veio no instante a seguir, fina e cruel. Afastou rapidamente a boca e empurrou a mulher ao chão. Tocou com a língua nas presas magoadas, contudo elas caíram-lhe na mão, escaqueiradas. Choramingou.

– Mas de que é que são feitas as mulheres, hoje em dia?!

Saiu porta fora para ir comprar super-cola, deixando os cadáveres da boneca insuflável e da estátua de mármore para trás.

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